Sindicato Nacional dos Aeronautas
07/12/2012 19:03
Aposentados farão protestos no dia 13 em solidariedade à greve

Os aposentados e pensionistas do Aerus realizarão manifestações nos aeroportos, em 13 de dezembro, para apoiar os trabalhadores da ativa, que deliberaram por uma greve nesta data.

O objetivo é também reforçar a luta dos participantes do Aerus pela integralidade dos seus benefícios, antes do recesso do Judiciário, por uma solução urgente para todos os aposentados e pensionistas do Aerus.

"Será mais um Natal de pão e água para os aposentados, que vêm recebendo apenas 8% do que tem direito desde a liquidação do Aerus", ressalta a diretora de Previdência do SNA, Graziella Baggio.

O protesto nos aeroportos visa também sensibilizar passageiros e opinião pública para o drama das mais de dez mil famílias prejudicadas. "Precisamos manter acesa a chama de que essa injustiça terá fim e não vamos desistir até que nossos direitos sejam restaurados", ressaltou a sindicalista.

Para Baggio, 2012 foi um ano de muitas vitórias e, apesar dos reveses no processo, as conquistas fortalecem a possibilidade de um acordo definitivo no caso. A expectativa agora é pela retomada da Antecipação de Tutela e pelo cumprimento da decisão do Dr. Jamil, da 14ª Vara Federal do DF, que determina que a União deve garantir as aposentadorias e pensões do Aerus.

Em recente comunicado, o Aerus informou que os recursos do Plano I estão com o término previsto para janeiro de 2013. Apesar de ainda haver bens à venda, que podem fazer durar os recursos por mais alguns meses, a necessidade de uma solução urgente é cada dia mais imperiosa para os aposentados. "Continuamos mobilizados para evitar a suspensão dos benefícios, usando todos os recursos possíveis, e seguiremos lutando junto ao governo e Judiciário por uma solução definitiva", afirma Graziella.


Jornal Zero Hora - 27/09/2009
UMA CARREIRA PARA DECOLAR
Mercado nas alturas
Quantidade de profissionais capacitados não acompanha o crescimento do tráfego aéreo no país. O apagão de pilotos levou a Anac a custear aulas práticas em diferentes regiões.

Pilotos e outras profissões relacionadas à aviação podem garantir o seu embarque no mercado de trabalho. O tráfego aéreo de passageiros cresceu 6,5% apenas no primeiro semestre deste ano ante o mesmo período de 2008, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), abrindo portas para muitas vagas.

Atualmente, são mais de 12 mil aeronaves – incluindo aviões e helicópteros civis de todas as categorias – responsáveis por transportar mais de 50 milhões de pessoas por ano no país. Mas na contramão do crescimento, faltam profissionais qualificados dispostos a seguir carreira, em terra e no ar, apontam especialistas do setor.

– Há carência principalmente de pilotos com experiência. Muitos, após a paralisação das atividades da Vasp, Transbrasil, Varig, Rio Sul, Nordeste e BRA, optaram por trabalhar no Exterior, onde salários e benefícios são mais atrativos – explica Graziella Baggio, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas.

Juliano Noman, superintendente de Serviços Aéreos da Anac, discorda. Para ele, o problema não é a falta de mão de obra, mas a dificuldade de formar gente em um curto prazo.

– Temos profissionais suficientes. Mas precisamos treinar pessoas para suportar o crescimento que esperamos para os próximos anos – pondera o superintendente.

De acordo com Noman, é possível formar técnicos entre 12 meses e 18 meses. Porém, fazer com que a carreira decole no setor da aviação nem sempre é tarefa fácil de ser executada. Os cursos são caros para todos os cargos, argumenta Graziella:

– O investimento no aprendizado é alto. E os salários não atraem mais.

Investimento na formação é expressivo

Luiz Augusto Jaborandy, 23 anos, confirma que o retorno do alto investimento para começar a carreira muitas vezes só começa a aparecer a partir do terceiro ano de profissão, como estimam também os especialistas. Em 2007, acompanhando o pai, piloto militar em viagem aos Estados Unidos, conquistou as habilitações americanas de piloto privado, privado de helicóptero, voo por instrumento, comercial (de linhas áreas e táxi aéreo) e bimotor.

– É um diferencial para a carreira. O inglês é valorizado, principalmente a linguagem técnica. Sem contar a experiência adquirida em aviões cuja tecnologia é muitas vezes superior à nossa – avalia Jaborandy

De volta a Brasília há seis meses, o estudante do curso superior de aviação civil comemora a aprovação da experiência pela Anac. Isso porque, para validar a formação americana no Brasil, ele passou por provas teóricas e práticas elaboradas pelo órgão.